Atacama | Dicas de viagem | Quando, Como ir e onde ficar

No mês de maio de 2018, eu e meu marido estivemos no Chile, mais precisamente no Deserto do Atacama e em Santiago. Foram 9 dias de viagem e sim (7 dias no Chile), foi bem corrido. Mas conhecer o Deserto mais árido do mundo, localizado no norte do Chile era um sonho Hoje vou contar como foram os preparativos para essa viagem e os passeios que fizemos com a Ayllu Atacama. O Deserto do Atacama tem paisagens belíssimas, únicas e indescritíveis, variações climáticas surreais e sem dúvida uma viagem inesquecível que você precisa fazer para conhecer e viver momentos mágicos.

Para não ficar um post gigantesco, dividirei em partes e nesse post focarei nas dicas de: quando ir; como ir e onde ficar no Deserto do Atacama.

Quando ir

Nós já paquerávamos o destino Deserto do Atacama há muito tempo. Lembro de ter comprado uma revista de viagem só porque a capa falava sobre o Atacama e o Salar de Uyuni (que fica na Bolívia). Então esse destino sempre esteve guardado na nossa lista de “temos que ir”. Tínhamos em mente que é possível ir ao Atacama o ano inteiro, mas sabíamos que durante:

  • outono (21 de março a 21 de junho) e primavera (22 de setembro a 21 de dezembro)

A variação climática e a amplitude térmica é menos drástica, ou seja: a variação e diferença de temperatura entre abaixo de zero e outras maiores não sofrem mudanças tão drásticas. Não esqueça que é um deserto e em alguns horários, como por volta do meio dia e a tarde, pode ser muito quente. Porém muitos passeios começam cedo e são na altitude e é bem provável que você pegue temperaturas abaixo de zero. Nos meses do outono e primavera essa mudança não é tão grande.

Pegamos -13Cº e 30Cº no mesmo passeio. No verão e inverno essa variação é ainda maior.

Mesmo que o Atacama seja o deserto mais seco do mundo, nos meses de janeiro e fevereiro chove, então alguns passeios ficam prejudicados. Em compensação se você pretende conhecer o Salar de Uyuni, nesses meses a água da chuva forma lâmina com um espelho d’água cobrindo o salar (que é branco de sal). E realmente parece um espelho refletindo o céu azul e o efeito é de infinito. Nós não fomos, mas queremos voltar porque as imagens são inacreditáveis.

Nos meses de inverno muito provavelmente haverá neve onde tem altitude e muitos passeios ficam de fato fechados, como o Salar de Tara, em razão da neve nas rodovias e para garantir a segurança. Sendo assim, evitaria o inverno em junho e julho.

E por fim recomendaria os meses de maio ou setembro.

Como ir

Você irá para Santiago, no Chile, e chegando na capital do país poderá pegar um ônibus (não recomendo pois é uma viagem bastante longa) ou um outro voo para a cidade de Calama, norte do Chile. De Santiago para Calama o voo dura entre 1 hora e meia a duas horas (aproximadamente). Chegando a Calama você pega um transfer para San Pedro do Atacama, cidade base e mais próxima para todos os passeios ao Deserto do Atacama.

Saindo de Natal/RN, você pode ir de Latam ou Gol. A Latam tem voos diretos para o Chile saindo de diversas cidades, mas daqui de Natal/RN é preciso fazer conexão (fizemos no aeroporto de Guarulhos/SP). A Latam que também é chilena, tem voo direto para Calama saindo de Santiago, mas se você comprar pelo site da Latam Brasil fica uma verdadeira fortuna. Pelo site da Latam Chile é bem mais barato, mas não é possível aos brasileiros comprar por esse site 🙁

Em novembro de 2017 surgiu uma promoção para o Chile pela Gol e compramos nossas passagens ida e volta Natal/Santiago/Santiago/Natal, com conexão em SP.

De Santiago para Calama compramos passagens pelo site da empresa aérea Sky Airlines, empresa low cost (baixo custo), que em nada deixa a dever às empresas aéreas brasileiras, que – teoricamente – não são de baixo custo.

O voo internacional da Gol incluía a bagagem de 23kg para cada passageiro, fora a mala de bordo e o item pessoal. Na Sky Airlines compramos a passagem que incluía a bagagem de 23kg. Essa passagem custou 68 dólares por pessoa, trecho de ida e volta Calama/San Pedro do Atacama.

Viajamos cada um com uma mala de 23kg; mala de bordo e mochila pequena (item pessoal).

Em Calama pegamos um transfer para San Pedro do Atacama. Diversas empresas fazem esse serviço e você pode até contratar direto do Brasil, até mesmo com agências chilenas. Nós preferimos fechar esse transfer em Calama quando desembarcamos e fizemos com a TransLicancabur, e no ato da compra já fizemos o agendamento da volta. Mas em San Pedro do Atacama tem uma unidade da TransLicancabur e na véspera confirmamos na própria agência (só pra garantir pois saíamos às 4h30min da madrugada), e foi super pontual em nos pegar e levar de volta para Calama e regressar para Santiago. O voo era às 08h40min.

Nosso percurso saindo de Natal/RN foi: 3 voos e 1 transfer. Praticamente 19 horas de viagem, com intervalo confortável de mais ou menos 3 horas entre cada voo. As leitoras acharam que iríamos para Londres 🙂 Não dessa vez!!!

Lembre-se que você vai despachar malas; passar pela imigração; pegar as malas em Santiago; passar pela imigração e fiscalização; despachar de volta. Então um intervalo muito curto entre os voos pode complicar essa logística. 

Onde ficar

A cidade base e mais próxima do Deserto do Atacama é San Pedro do Atacama. Li muitos posts por aí e assisti vários vídeos no you tube, contando que a cidade era pequena. Mas não achamos tão pequena assim não. Nos surpreendemos com o tamanho de San Pedro do Atacama.

A cidade tem aproximadamente 6 mil habitantes, ruas de terra e barro e toda a estrutura turística como lojas de roupas de frio e material esportivo; casas de câmbio; bancos; mercados; farmácias; bares; restaurantes; lanchonetes; diversas agências de turismo, algumas inclusive de brasileiros ou com chilenos que falam bem português.

Como uma cidade voltada quase totalmente ao turismo, tudo costuma ser caro. Compramos um par de luvas que saiu por R$ 200,00 (para ter uma noção). É bom levar tudo o que você precisa daqui, como roupas e medicamentos,  pois por lá sairá bem mais caro.

Todo o movimento se concentra no centro de San Pedro do Atacama, na rua principal, Calle Caracoles e nas Calles Toconao e Tocopilla.

A rede de hospedagem em San Pedro do Atacama é variadíssima e para todos os gostos e bolsos. De resorts de luxo e all inclusive a hostel com quartos comunitários.

Você precisará pesquisar o custo benefício. Mas quanto ao local recomendo que você fique próximo a Calle Caracoles, não exatamente no centro, mas nas proximidades.

Algumas pousadas e hotéis são meio distantes do centro e se você não se hospedar num resort de luxo com tudo incluso, até mesmo os passeios e, no caso, nem precisa ir ao centro, as pousadas e hotéis mais distantes podem render caminhadas bem cansativas e acredite: os passeios são bastante cansativos por si só.

Ficar próximo a Calle Caracoles, numa caminhada de 10 a 15 minutos, com fácil acesso a mercados, casas de câmbio, agências de turismo, restaurantes e lanchonetes, está de bom tamanho.

Nós ficamos num hostel, com quarto e banheiro privativo. Um hostel que é praticamente uma pousada com café da manhã incluso. Muitos estabelecimentos são chamados de hostel, mas de fato funcionam como uma pousada ou um hotel pequeno.

O quarto era super confortável, cama agradabilíssima e com edredom de lã alpaca (extremamente macio), mas o chuveiro tinha um problema enorme para aquecer a água. Quando simplesmente não esfriava no meio do banho. E acredite também que um banho frio com 4C° ou até mesmo 10C° é bem desagradável. Por essa razão não vou recomendar o hostel que ficamos.

Fizemos todos os passeios com a Ayllu Atacama, que foram extremamente pontuais e quase todos os passeios saiam muito cedo e nos pegavam no hostel.

Mas esse é assunto para o próximo post.

Fiquem sonhando com o Atacama. E eu quero voltar!

 

Quadro de recordações de viagens

Hello Noivinhas de Evasê e casadas!!!

Quem me acompanha no snapchat viu que dia desses mostrei os 50 milhões de papéis que trago das minhas viagens. São passagens e tickets de trem e metrô, entradas e mapas dos museus, mapas do metrô da cidade visitada, cartões, livretos e entradas das atrações turísticas, de restaurantes, tudo. Sabe papel de tudo que a gente guardava na agenda quando era adolescente??? Então, quando viajo fico adolescente de novo e saio guardando tudo. São tantos, mas tantos papéis que os coloco em caixas ou pastas. A proposta sempre é fazer um scrapbook da viagem. Scrap é um hobby que amo, mas que dá um trabalhão e exige muuuuito tempo. Como tempo é um artigo de luxo que não disponho, acaba que fica tudo nas pastas sem visibilidade, detalhe que as fotos também ficam no computador, ou seja, tá difícil sair um scrapbook de viagem. Mas eis que um dia navegando na internet, me deparei com um post maravilhoso no Coisas de Diva e deu-se a luz para dar o devido destaque as minhas lembranças de viagem: um quadro de recordações.

É super fácil e prático de fazer e não exige nenhuma habilidade manual, além do básico de coordenação motora. Nesse post a Sabrina do Coisas de Diva explica todo o passo a passo.

E vocês podem conferir como é fácil nesse vídeo.

A questão é: já rodei a internet e as lojas em Natal e não encontro uma moldura caixa grande o suficiente para montar meu quadro de recordações. E eu preciso de 3 para relembrar 3 locais pelos quais nós (o casal) já passamos desde que nos casamos. A minha intenção era fazer uma surpresa no niver de casamento. E então eu queria a ajuda de vocês: se alguém conhece alguma loja, site ou se deparou por aí com molduras caixas, diga como encontrar porque estou precisando para ontem. E a minha retribuição pela ajuda é fazer um post com o tutorial do quadro de recordações.

Como sei que não sou a única que guardo milhões de papéis da viagens. Sim, felizmente lá no snapchat me disseram que não estou só, então vamos dividir esse projeto juntas.

Gostaram do quadro de recordações??? Acho que dá um bom presente, daqueles bem criativos.

assinatura

5 Dicas para reduzir os custos na Lua de Mel em Nova York

Hello Noivinhas de Evasê!!!

O dólar tá daquele jeito e todos os dias tem uma novidade (ruim) encarecendo o sonho de quem deseja passar a Lua de Mel fora do País, mais precisamente em Nova York que é um destino fabuloso e super romântico. Mas não se preocupem. Chamei a Laura Peruchi, que já foi Noivinha de Evasê e teve chá temático e casamento publicado no blog, que mora em Nova York e tem um blog maravilhoso que fala sobre moda, maquiagem e sobre a Big Apple que ela conhece mais do que ninguém pois mora lá. Então com vocês a Laura e 5 Dicas para reduzir os custos na Lua de Mel em Nova York.

Oi pessoal, tudo bem? Meu nome é Laura Peruchi, eu sou jornalista, moro em Nova York e escrevo um blog (www.lauraperuchi.com) com várias dicas sobre a cidade: lugares para visitar, onde comer, onde comprar… enfim! Meu objetivo principal é mostrar uma Nova York nada óbvia e, além disso, também escrevo bastante sobre como economizar na cidade. Por isso, quando a Lyanna me convidou para colaborar com um post falando sobre como reduzir os custos da lua de mel em Nova York, eu topei na hora! Portanto, vamos tirar da cabeça a ideia de que viajar pra cá é caro – sabendo fazer as escolhas certas e conhecendo algumas dicas e segredos, dá pra aproveitar a cidade sem gastar fortunas!

1- Reveja a hospedagem – é o item que mais encarece a estadia na cidade. As diárias nos hoteis de Manhattan já são caras por si só – mas, com a alta do dólar, os preços acabaram ficando mais salgados ainda. Se você quiser ficar na ilha mesmo assim, opte por um hotel como o Row. Ele foi reformado recentemente – seus quartos não são enormes, mas ele ganha pontos pela localização (próximo à Times, local preferido de muitos turistas). Caso esteja aberta para novas possibilidades, é bacana seguir o que muitos turistas vêm fazendo: procurar hoteis fora de Manhattan. Neste quesito, Long Island City, bairro tranquilo e seguro no Queens, tem sido o destino preferido de muita gente. Um dos hoteis com bom custo-benefício da área é o Home2 suites by Hilton. Café da manhã, quartos com cozinha e a pouquíssimos metros da estação de metrô (cerca de 10 a 15 minutos da Times Square).

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2- Restaurantes bons não precisam ser caros – É óbvio que jantar ou almoçar num restaurante legal deixa a lua de mel mais especial e Nova York é uma cidade tão rica em gastronomia! Há restaurantes com praticamente todas as cozinhas do mundo. Mas, lembre-se: um bom restaurante não precisa ser caro! E nem sempre o lugar mais caro é o melhor lugar. Quer comer uma comida italiana deliciosa? Vá ao Porsena (21 E 7th St): o local é bem aconchegante, com música ambiente e muita luz de velas. Os preços das massas giram em torno de U$20, as sobremesas ficam na média de U$8. Que tal um restaurante francês? Vá ao La Tarte Flambée (153 E 33rd St) provar as Tartes Flambées, um prato típico da região de Alsácia, França, que consiste basicamente em uma massa fina coberta com vários tipos de ingredientes, flambada. É muito gostoso, como uma pizza mais leve, preço médio de U$11. E que tal um mexicano mais animadinho, para um fim de tarde gostoso? Escolha o Tortaria (94 University Pl.): tem uma pegada de bar, com música, pouca luz e muita gente jovem. O melhor de tudo é o preço: burritos por U$7, quesadillas por U$6, sanduíches por U$8. Dá pra comprar só uns nachos pra comer com o guacamole divino e beber uns drinks. Sem dúvida, um ótimo lugar para terminar um dia em New York sem gastar muito.
E York tem muito mais restaurantes! Uma boa ideia para construir seu roteiro é usar aplicativos como Yelp e Foursquare – eles classificam os restaurantes pelas notas dos usuários e o Yelp mostra até o menu com preços de alguns deles.

3- Aproveite os programas gratuitos – engana-se quem pensa que em Nova York é preciso desembolsar a maior grana para poder usufruir das atrações da cidade. Você sabia que há muitas atrações gratuitas? Parques como o Central Park são uma das opções: seja para gastar mais tempo durante a primavera/verão ou para uma caminhada mais rápida nos dias de frio, esses locais ajudam a fugir um pouco da “loucura da cidade”. Os museus como Metropolitan e Museum of Natural History têm entradas sugeridas: você paga o que quiser pelo ingresso. Quer ver a Estátua da Liberdade sem gastar nada? Pegue uma carona com o Ferry, que faz o trajeto entre Manhattan e a State Island: o caminho garante uma vista para a Lady Liberty e para o skyline de Manhattan. Além disso, informe-se sobre os dias com entrada gratuita de outras atrações. O Brooklyn Botanical Garden, por exemplo, é grátis aos sábados, das 10h às 12 e às terças, o dia todo.

lua de mel em nova york

4- Seja criativa – o improviso sempre ajuda na hora de economizar e aproveitar a cidade. Troque um jantar caro por um piquenique no Central Park, com quitutes comprados no mercado. Atravesse a Brooklyn Bridge e vá observar a vista da cidade do lado do Brooklyn Bridge Park. Observe as cores do pôr do sol do Gantry Plaza State Park, em Long Island City. Se vier durante a primavera/verão, sinta-se num filme ao passear pelo parque de diversões em Coney Island (Brooklyn), enquanto toma um sorvete. Ainda durante a temporada mais quente, suba num rooftop no fim do dia – o 230 Fifth tem uma vista maravilhosa para o Empire State e, lá em cima, você só paga o que consumir. Todos esses são programas gratuitos e românticos que não vão te custar quase nada (só o passe do metrô mesmo!). Viva cada momento: respire, observe, contemple. Esta cidade tem uma surpresa a cada esquina.

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5- Saiba aproveitar os descontos – eu sempre digo que uma viagem para Nova York depende de organização e pesquisa. Como falei no início do post, é preciso conhecer alguns segredos e dicas. Os espetáculos da Broadway, por exemplo, oferecem várias opções para você comprar ingressos com descontos. O site Broadway for Broke People (broadwayforbrokepeople.com) lista as peças e musicais em cartaz e a melhor forma de conseguir ingressos mais baratos. Você sabia, por exemplo,que há loteria online para The Lion King, Wicked e Aladdin? Pois é, basta se cadastrar online e torcer: lottery.broadwaydirect.com . Outra dica para encontrar ingressos para atrações com descontos é conferir o site Gold Star (www.goldstar.com) – uma espécie de Groupon. Há ingressos para exposições, shows e espetáculos com descontos bem especiais.

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Espero que tenham gostado das dicas e, se quiserem conferir mais sobre a cidade, atrações, restaurantes – e até umas comprinhas, porque ninguém é de ferro, né? – é só acessar o meu blog www.lauraperuchi.com e meu canal www.youtube.com/c/lauraperuchiny

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Laura muitíssimo obrigada por sua colaboração. Amei todas as dicas e tenho certeza que todas as leitoras também, pois suas dicas foram fantásticas. Não vejo a hora de colocá-las em prática!!!