Casamentos reais | Ana Cristina e João

Vocês sabem como o Noiva de Evasê surgiu, né?! Milhões de inspirações e referências lindas que não se encaixavam no meu estilo e na festa que sonhava fazer, mas acreditava que tudo aquilo não deveria ficar guardado comigo e sim compartilhado com as noivas que sonhavam com festas cheias de glamour ou casamentos na praia, campestre, vintage, moderna, elegante… seja lá qual fosse o estilo da noiva ou da festa, precisava dividir com aquelas que vivenciavam o mesmo que eu, toda aquela expectativa e beleza.

E foi assim que surgiu o Noiva de Evasê e com ele muitas leitoras queridas e noivinhas dos mais variados estilos. Tenho muito orgulho de ter um blog plural que abraça todas as formas de amor e todos os tipos de noivas. Seja você clássica ou moderna, desencanada ou diva, aqui é o seu espaço.

O casamento de hoje é especial pra mim porque é de uma das primeiras leitoras do blog: a Ana Cristina. Sim, eu me apego as leitoras. Sei como ficam aflitas e entendo todas as angústias. Acho que ninguém no mundo entende melhor uma noiva do que uma ex-noiva, porque ninguém vai entender nossas dúvidas entre rosa seco, rosa bebê e rosa champanhe.

Eu me diverti muito com o depoimento da Ana Cristina, que foi uma noiva totalmente (ou quase) desencanada, sabia como queria a sua festa e foi atrás de fazer como sempre sonhou. O resultado foi um casamento lindo e uma noiva maravilhosa. Como foi todo o processo dos preparativos você confere abaixo.

Na contramão da maioria das noivas, não queria uma festa com 300, 400 convidados. Primeiro porque não queria investir, em algumas horas de festa, o preço de mobiliar um apartamento, segundo porque não acho graça em planejar festas, detalhes etc (kkkk gente eu juro que sou normal tá?), mas não tenho o mínimo jeito pra essas coisas de cores, caixetas, decoração, visitar fornecedores.

No início foi um suplício, lembro de uma frase do meu (na época) noivo “Ana, você ainda nem começou e já está sofrendo? É para ser uma coisa boa”. A partir daí comecei a tentar curtir, mesmo não sendo a minha praia.

Bom, resolvemos que seria algo pequeno (o casamento foi para 150 pessoas), dentro do nosso orçamento (ilusão kkk), mas de muito bom gosto, queria o melhor para as pessoas que dividiriam comigo a felicidade deste dia tão especial!

Sim, eu sofri porque não pude convidar todos os amigos, cortei convidados da lista e enxuguei ao máximo, infelizmente faz parte do processo, minha família já tomava um número considerável da lista dos convidados (muito mais do que a família do noivo). Decidi pelo Salão Paroquial da Santa Teresinha, já que iria casar lá, sou muito devota da Santa e por isso tive que me adaptar à capacidade do local.

Comecei os preparativos 1 ano e meio antes com a marcação da data na Igreja, fui no dia de abertura da agenda e nem assim consegui a data que eu queria: um sábado. Não tem problema vai na sexta mesmo (risos), acabou dando certo porque a data seria 18 meses depois do noivado, ou seja, meu marido só precisa lembrar do dia 27.

Depois disso, como todas as noivas dizem, procurei me cercar de ótimos profissionais a quem confiei os detalhes da cerimônia e recepção! Não tem jeito, tem que confiar e entregar a eles toda responsabilidade do evento. Sugestão para as noivas: não procurem os que tem mais nome, mas o que vocês sentirem mais empatia e confiança, isso é muito importante.

Ah, claro que eu tinha várias pastas com inspirações separadas por assunto: penteados, maquiagem, iluminação, caixetas, doces, bolos, vestidos, buquês, acessórios etc e tal, muitos deles retirados do blog Noiva de Evasê. Foram muitas leituras não só visuais, aprendi sobre muitas coisas, enchi o saco da Lyanna tirando dúvidas por mail, mas valeu a pena!

Como não sou boa com paleta de cores, decoração e frescurites (no bom sentido, claro!), pedi ajuda a minha melhor amiga quase (irmã) Suzana Melo, que me ajudou com a escolha das caixetas, já tinha ideia mais ou menos da cor que eu queria pra iluminação e flores (porque AMO flores).

Por falar em flores, o buquê foi um parto porque achava tudo lindo, meu sonho eram girassóis porque são meus preferidos, mas não combinavam com a proposta do casamento, amo flores vermelhas, mas não achei do jeito que queria, por isso acabei optando por um buquê mais claro que eu não joguei porque não combina comigo isso de jogar buquê (pode né?)

O bolo, minha amiga não só foi comigo experimentar como me deu de presente (agradecimentos eternos a minha amiga Suzi) e depois ainda me acompanhou para ver as cores das flores da decoração pra combinar com as caixetas.

Música, optei por um piano com sax, só instrumental. Suzi também foi comigo no dia da apresentação do grupo, eu queria companhia porque meu noivo não morava em Natal.

Gente tô esquecendo o principal, o Buffet (nesse Suzi não foi…risos…fui com minha mãe).
Nett Buffet foi uma mãe pra mim, entendeu minha proposta de recepção, pois o tempo de uso do salão e espaço que eu tinha disponível não permitiam um jantar. Então ela sugeriu um coquetel com salgados de entrada e pequenas porções quentes – ramequins fixos (camarão, filé e frango) e volantes (carne de sol, bacalhau e carne de caranguejo).

8 meses antes do casamento viajei a Miami pra comprar meu vestido (post que saiu aqui no blog), um Vera Wang belíssimo, que ia de encontro a tudo o que eu sonhava de vestido (meu estilo era o da Grace Kelly, sou muito modesta kkkkk), e lá aproveitei pra comprar sapato, véu, caixinha para levar as alianças, taças para o brinde combinando com cortador de bolo da linha da Monique Lhuillier (lindíssimos), adesivo pro sapato do noivo (“She’s Mine”), topo do bolo (clássico e barato) e bolhinhas de sabão (mais conhecidos por aqui como “arroz líquido”).

Só não comprei lá lembrança pros padrinhos porque não ia ter isso, mas vale muito a pena. Optei por apenas uma mesa de doces junto com alguns bem casados (os demais seriam entregues aos convidados pelo cerimonial), o salão tinha de ter o mínimo de mesas de decoração e Buffet para poder caber meus 150 convidados sentados.

Ufa, dezembro chegou, não quis dia da noiva porque também não tenho paciência pra passar dia em salão e comer lá (eu juro que ainda assim sou mulher gente). Fiz unhas (fugi da francesinha), sobrancelha e uma massagem com banho de ofurô um dia antes, no dia D cheguei no salão só pra fazer cabelo e maquiagem. Não optei por salões já renomados em dia de noiva, fui pro salão do mago das tesouras Edmilson Hair Design, onde me sinto a vontade e sempre vou quando preciso fazer cabelo maquiagem.

Acho que não esqueci nada, a cerimônia foi emocionante (segundo os convidados) e até onde sei, deu tudo certo na cerimônia, só o tempo que foi muito corrido porque era no salão da Igreja. Acredito que as fotos falam por si só.

Quero deixar meu muito obrigada a Lyanna, pois seu blog sempre me serviu de inspiração e eu sonhava um dia ser sua Noivinha de Evasê. Muito feliz de poder contar aqui sobre esse dia tão especial e continuarei acompanhando o blog porque adoro tudo o que ela escreve.

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A Ana enviou mais algumas fotos da decoração feitas pelos convidados. Ela sabe como a gente ama detalhes da decor de casamento e as cores rosa, pink, magenta e dourado. Então confere.

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Local: Natal/RN – Quem fez: Igreja: Santa Teresinha (a noiva é devota de Santa Teresinha) | Recepção: Salão Paroquial da Igreja | Cerimonial: Cerimoniais.com | Decoração e buquê: Lidjane Barreto do Império Boaz | Música da cerimônia e recepção: Grupo Harmonium | Buffet: Nett Buffet | Bolo: Tereza Vale | Doces e bem casados: Pqnos Detalhes by Ivla (fez também caixinhas especiais com doces para diabéticos) | Caixetas e porta guardanapos: LaVie | Vestido: Vera Wang (White by David’s Bridal – Miami) | Sapatos e véu: David’s Bridal – Miami | Salão: Edmilson Hair Design Camarim das Estrelas | Make up: Érica (Edmilson Hair Design) | Fotografia: Wanderley Adams | Filmagem: Priscila Vilar | Convites: Denise Lins | Tag’s bem casados e caixas de doces: Ingrid do Estúdio Fina Flor.

Eu amei todos os detalhes do Casamento da Ana Cristina e João e aconselho que vocês sejam firmes como ela foi nas escolhas de estilo e de profissionais. Amei mais ainda as unhas de cor vermelha, ficou diferente e com um toque de ousadia.

Agradeço aos noivos por compartilharem com os leitores do Noiva de Evasê esse momento tão especial e quero desejar muito mais amor e harmonia ao casal e que vocês se inspirem no casamento tão lindo da noivinha de evasê Ana Cristina. E parabéns pelo primeiro mês de casados!!!

Pra finalizar essa frase que embalou os bem casados.

“Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro” Rubem Alves.

Inspirem-se.

Com elegância: bolo e champanhe

Noivinha você já decidiu qual o tipo de recepção do seu casamento?!  Ah, você e seu noivo não vão fazer festa, porque decidiram investir o dinheiro no apartamento/casa ou então numa viagem dos sonhos?! Ou a grana tá curta e tudo passará sem festa?!

Não sei quais foram as razões que levaram os noivos a fazer essa escolha e acredito que todos os motivos são justos, porém talvez você não tenha pensado numa possibilidade tão simples e elegante de celebrar a união, sem grandes festas ou mesmo algo bem menor do que um mini wedding.

Bolo e champanhe pode ser a sua opção!!!! Essa é sempre uma escolha elegante e sem grandes custos, principalmente se os noivos e os pais tem uma lista numerosa de convidados e optaram por uma comemoração simples e econômica.

Esse tipo de celebração cabe em qualquer horário e é possível realizá-la no mesmo local da cerimônia religiosa: no salão da paróquia, da sinagoga ou do templo.

Lembre-se de algo importantíssimo: deve constar no convite que os noivos ou os pais brindarão a união com os convidados, logo após a cerimônia religiosa no referido salão e que oferecerão bolo e champanhe. Nesse caso, todos os convidados da cerimônia religiosa devem ser convidados para o brinde.

A decoração deve ser simples e acompanhando as cores escolhidas para a igreja.

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Quanto ao que será servido pode-se restringir apenas ao bolo e champanhe, mas nada impede que esse cardápio seja ampliado e uma bela mesa de doces e chocolates seja montada e ainda oferecidos os tradicionais bem-casados como lembrança do casamento. Acho super válido e recomendo que isso seja feito.

Para beber: champanhe que pode ser substituído por espumante; uísque; refrigerante e água com ou sem gás. Também é possível ampliar os tipos de bebida e incluir água de côco; coquetéis ou cerveja.

Acho importante incluir a água de côco, mas quanto ao coquetel e cerveja parece-me mais de acordo com um brunch ou mesmo uma festa mais tradicional, não combina tanto com a intenção da recepção bolo e champanhe que é ser algo rápido, elegante, porém simples. Mas cada festa e os respectivos convidados tem um perfil, talvez os seus gostem de cerveja, então fica a possibilidade de serví-la e nunca esqueça que deve estar bem gelada.

Para fazer os cumprimentos, o ideal é organizar uma fila após o encerramento da cerimônia religiosa, logo que os noivos e pais chegarem ao salão.

O posicionamento na fila deve ser: pais da noiva; noivos e pais do noivo. Os padrinhos não precisam integrar essa fila, apenas se os noivos fizerem muita questão.

Pode ocorrer a sua situação de algum dos pais dos noivos ser falecido e nesse caso um dos avós pode fazer parte da fila. Na hipótese de pais divorciados, apenas os noivos podem receber os cumprimentos e os pais circulam pela recepção.

A música pode ser ambiente, apenas instrumental com um tecladista ou quarteto de cordas ou somente a música mecânica. Você pode mandar gravar um CD com as músicas favoritas do casal para que toquem durante a comemoração.

O bolo e champanhe não é uma recepção longa, deve ter entre duas, e, no máximo três horas de duração.

Na saída fica bem bonito uma mesa de café e licor com petit fours.

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Inspire-se noivinha!!!